Dinheiro de Francês – Como os franceses poupam?

Como eu falei neste post aqui, há algum tempo eu venho tentando descobrir como trazer uma grana do Brasil para a França.

Finalmente deu certo, e agora eu tenho um novo problema: o que fazer com o dinheiro uma vez que ele está aqui?

Neste mesmo post, eu expliquei que na verdade eu fiz essa pergunta ANTES de trazer o dinheiro para cá. O que quer dizer que eu já gastei várias horas lendo sobre as diferentes possibilidades de investimento por aqui.

Apesar de eu já ter algumas conclusões próprias, acho que vale começar a falar sobre isso com o ponto de vista dos franceses sobre o assunto. Durante essa etapa de pesquisa,

eu descobri que o modus operandi e as indicações dadas pelos especialistas são um pouco diferentes do que a gente tem no Brasil.

Entre as fontes que me fazer acreditar nisso, estão:

Para ilustrar um pouco as indicações gerais, resolvi fazer a tradução de um artigo que li numa revista (que é da minha prestadora do seguro da minha casa). Eu me permiti algumas omissões – principalmente propaganda – e, como sempre, a tradução não é literal mas livre, para permitir uma leitura mais fluída e a melhor transmissão das idéias.

Vale ressaltar que, conhecendo o perfil de investimento do brasileiro (e o meu), essas indicações de poupança e investimento não são minhas!

Eu vou dividir este artigo em duas partes:

  • Investir como um francês, com a tradução do artigo
  • Porquê você não deveria fazer isso, com a minha reflexão sobre cada ponto.

Vamos lá?

Atenção para um artigo super longo!

Investir como um francês

Seus projetos e necessidades evoluem ao longo da vida, assim como seu perfil de economias.

Entenda as soluções de poupança para jovens solteiros, começando uma família, no ápice da carreira ou aposentado.

Antes dos 25 anos

Criar uma base sólida para começar

Estudante ou jovem na vida ativa, seu pequeno orçamento não impede de ter projetos!

Pagar a faculdade, o aluguel, uma moto, viajar no fim de semana…

Ter algumas centenas de euros separados permite lidar melhor com os imprevistos e aproveitar a vida sem ficar falido.

Projetos típicos:
  • Pagar uma fatura imprevista, um novo telefone, uma viagem de fim de semana
  • Comprar o primeiro carro, começar a guardar para dar entrada num bem imobiliário
O conselho do expert:
  • Não tem idade para começar a economizar, quanto mais cedo melhor!
  • Escolha uma poupança de emergência com pagamentos a partir de 10 euros numa conta poupança* (livret bancaire), como o Livret Jeune* ou um Livret A*, pois é essencial poder cobrir os imprevistos e se pagar alguns luxos.
  • Para projetos mais distantes, investir numa “assurance-vie”* são acessíveis e permitem economizar valores maiores com um rendimento superior ao da poupança.

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25-45 anos

Construir um patrimônio

Uma vez instalado, os projetos mudam, e começam a ser mais focados no longo prazo. As soluções de poupança precisam oferecer a flexibilidade necessária para cobrir todas as necessidades ao longo do tempo.

Projetos típicos:
  • Comprar uma casa ou apartamento
  • Pagar os estudos das crianças
O conselho do expert:
  • Você pode abrir quantos contratos de “assurance-vie” quiser conforme os diferentes projetos.
  • Economizar é um jogo de longo prazo: quanto mais nos projetarmos no futuro, menor é o esforço a ser feito e é possível ter mais lucro. Por exemplo, é uma boa idéia abrir um contrato logo no nascimento da criança com pagamentos de 50 euros por mês. Isso permitirá no futuro pagar a auto-escola ou a faculdade.

45-65 Anos

Objetivo Aposentadoria

As crianças cresceram, e o pagamento do imóvel próprio já está bem avançado. Você já está na segunda parte da carreira profissional, a aposentadoria se aproxima. A palavra chave é preparação.

Projetos típicos:
  • Criar uma poupança para a aposentadoria
  • Apoiar os filhos no começo da carreira
O conselho do expert:
  • Em geral não temos muita noção da perda de renda que acontece quando nos aposentamos.
  • Para manter o padrão de vida, é preciso ter uma boa poupança, e mais uma vez começar cedo é o segredo.
  • Geralmente, desde os 45 anos, mas nada impede de começar mais cedo. A “assurance-vie” é uma solução flexível e com bom rendimento, que convém perfeitamente para este tipo de poupança.

A partir de 65 anos

Aproveitar e transmitir

Os problemas da vida profissional já ficaram para trás! É o momento de respirar e aproveitar esta nova etapa. Você precisa de uma poupança tanto para completar a renda como para financiar os novos projetos, além de transmitir o patrimônio.

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Projetos típicos:
  • Manter o padrão de vida após a aposentadoria
  • Mudar para uma região mais quente, ou se aproximar dos filhos
  • Prevenir uma situação de dependência física
O conselho do expert:
  • Como para qualquer projeto, a transmissão de patrimônio deve ser pensada antecipadamente, para garantir as melhores condições.
  • A abertura de um novo contrato de assurance-vie é sempre interessante pois permite transmitir até 152.500 euros sem impostos para cada um de seus beneficiários. Uma única condição: o capital deve ser constituído antes dos 70 anos. É importante verificar quem são os beneficiários do contrato para atualizar caso seja necessário.

Antes de continuar com as razões pelas quais eu acho que esse plano todo vai falhar miseravelmente, vamos fazer uma pausa para entender cada um dos elementos indicados acima.

Como é um assunto bem complicado, vou deixar mais a explicação rápida aqui e, se houver interesse, fazer um post com mais detalhes sobre cada tipo de envelope de investimento no futuro.You & Me (2)

Bônus de Definições Úteis para as Finanças na França

Atenção: essas definições estão em tradução livre e com meus comentários, mas a fonte inicial é o livro “Bien gérer son argent pour Les Nuls

Não, a primeira definição não fala sobre dinheiro mas sobre todo o resto.

É o equivalente do IBGE e é este instituto que faz os mais variados estudos sobre mercado, consumo, aposentadoria, inflação, e detém os dados públicos de estatistica de interesse geral.

Pode parecer não ter nada a ver com o universo bancário, mas é esse instituto que lidera a produção de dados para muitos setores e indica a variação de preços ao consumidor (no Brasil é o IPCA)

São literalmente cadernetas de poupança – por isso se chamam livrets. Existem outros tipos, mas os 3 indicadoa acima tem as mesmas características das poupanças do Brasil isto é:

  1. Tem juros regulamentados pelo governo
  2. Os juros são calculados diariamente mas só são pagos em datas aniversário do montante.
  3. Juros isentos de Imposto de Renda e de Contribuição Social

Na França, os juros de poupança são pagos uma única vez ao ano no primeiro dia útil do ano seguinte.

Outro ponto importante é que cada uma dessas cadernetas de poupança tem um limite máximo de valor investido, e cada residente fiscal francês só pode ter uma conta de cada.

São produtos de poupança para projetos imobiliários que também são regulados pelo governo. Eles funcionam em duas etapas – a etapa de poupança e a etapa de empréstimo.

O “Plano” tem o foco da compra do primeiro imóvel, e a “conta” de projetos menores, como reformas.

Ambos os produtos tem um período mínimo – 4 anos para o Plano e 18 meses para a Conta, sendo que existe igualmente um mínimo de contribuição.

Cada pessoa só pode ter um Plano, e ele é interessante pois além de ter o rendimento definido pelo Estado, existe um “prêmio” que é adicionado ao montante quando o projeto imobiliário (em geral acompanhado de um empréstimo) é realizado.  O prêmio é de até 1525 euros por pessoa, o que torna para o mercado francês bem interessante.

Este tipo de produto tem imposto de renda e à contribuição social.

As próximas definições não são lá bem produtos de investimento, mas o que os franceses chamam de “envelopes fiscais”. São basicamente contas dentro das quais você pode comprar os subprodutos – ações, cotas de fundos de investimento, cotas de tesouro público e outros papéis cotados na bolsa.

Para entendê-los, pense em uma caneca e no café. O envelope fiscal é a caneca, e os produtos são o café.*

Essa definição foi roubada descaradamente da Paula Pant do affordanything.com

O estado francês escolheu, ao longo da história, incentivar alguns tipos de investimento com reduções tributárias. É como se certos tipos de caneca pagassem menos imposto para poder colocar e tirar o café. Claro que em contrapartida o governo te pede para manter por mais ou menos tempo o café dentro da caneca antes de vender.

É importante saber que as regras mudam bastante, então verificar as regras vigentes no momento da abertura é essencial, por mais que os preceitos básicos sejam os mesmos ao longo do tempo.

ATENÇÃO!
O preferido dos franceses parece pelo nome, mas NÃO É um seguro de vida! Um seguro de vida chama "Assurance Dèces". Eu decidi não traduzir o nome dele ao longo do texto por esta razão

Pode ser aberto a qualquer bolsa do mundo (dependendo da instituição, claro), mas os “tipos de café” disponíveis tendem a ser limitados, em geral sendo “fundos de investimento em euros” que são em geral fundos de dívidas de tesouro europeu, ou então em “unidades de conta” que são os fundos de investimentos que o banco vai propor segundo o seu perfil

Vem cá, a real oficial é que quanto mais dinheiro você deixar na instituição mais opções vão te oferecer em geral

Esse envelope é exonerado de imposto de renda após 8 anos – sem exoneração da Contribuição Social, mas o principal fator que o faz ser o queridinho dos franceses são as regras de sucessão e transmissão de patrimônio. É importante saber que os custos do direito sucessório na França são elevadíssimos, então é uma preocupação grande para o francês médio minimizar o quanto vai pagar ao governo ao morrer. Esse contrato permiti transmitir até 152.000,00 euros por beneficiário escapando dos direitos sucessórios.

A contrapartida deste tipo de envelope é :

  1. dificuldade e custo do acesso a bons fundos de investimento (em geral são limitados pelos Sidnelsons franceses)
  2. para ter vantagens fiscais a conta deve estar aberta por pelo menos 8 anos

O “Plano de Economias em Ações” pode conter ações individuais, ou cotas de fundos de investimento OPVCM. Esse envelope é bem interessante pois todos os rendimentos são exonerados de imposto de renda – mas ainda pagam Contribuição Social.

A contrapartida deste tipo de envelope é :

  1. os investimentos disponíveis são sempre em maioria investidos na Europa
  2. existe um limite máximo de investimento 150.000,00 euros (dados de 2018)
  3. para ter as vantagens fiscais a conta deve estar aberta por pelo menos 5 anos
  4. se você tirar dinheiro antes de 5 anos a conta é fechada e se tirar após isso, não pode mais colocar dinheiro, só tirar

É um pouco como um PGBL no Brasil, onde as somas investidas podem ser deduzidas do imposto de renda do ano atual. Bom né? Não muito…

A contrapartida  é :

  • você não poder tirar nadinha até a aposentadoria
  • na maioria dos casos, você só pode fazer a retirada em renda

Existem alguns outros contratos com mecanismos parecidos, mas são muito específicos (funcionários públicos e autônomos) e eu não tenho conhecimento o suficiente nem para um parágrafo sobre eles.

São dois tipos de planos oferecidos aos assalariados de empresas (apesar de todas poderem, só é obrigatório para empresas de mais de 50 funcionários, mas é opcional para empresas de qualquer tamanho.

Os dois são parecidos, respectivamente, com o PEA e o PERP.

  1. o PEE tem as somas, em geral, bloqueadas por 5 anos, e os rendimentos são isentos de imposto de renda
  2. já o PERCO só pode ser recebido na aposentadoria*

*existem alguns casos especiais onde se pode acessar o dinheiro – compra da casa própria ou casamento, mas essa é a regra geral.

Ambos os contratos funcionam mais uma vez como “canecas”. É a empresa que propõe os cafés disponíveis, mas eles também pagam parte da conta, então é em geral vantajoso.

Outro ponto importante é que as empresas podem aumentar as somas investidas pelos funcionários até um certo limite. Por exemplo, se você investir 1000 euros, a empresa coloca mais 3000. É muito dinheiro de graça para não ser aproveitado!

As regras de quanto dinheiro a mais são definidas pela empresa, mas é sempre bom olhar.

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Porquê você não deveria fazer isso

Apesar de uma parte disso estar correta e fazer até bastante sentido, eu não concordo com tudo o que dizem (inclusive discordo de uma boa parte).

Nessa segunda parte do post, vou especificar 5 pontos que discordo deste artigo.

Ter algumas centenas de euros num Livret A ajuda a evitar imprevistos

A frase em si é verdade, mas é um péssimo ensinamento por não ser completo. Mesmo jovem, você não deve ter apenas algumas centenas de euros separadas para emergências. Em qualquer planejamento financeiro sério, ter uma reserva equivalente a de 3 a 6 meses de despesas é essencial.

Quanto a estar no Livret A, pode ser uma solução, mas passando de um certo montante que dê a segurança para alguns meses (eu diria entre 3 e 4), o restante pode ser colocado na Assurance-Vie, onde o rendimento tende a pelo menos superar a inflação na maior parte dos suportes de investimentos.

Imóvel próprio como projeto de investimento aos 25 anos

Foi uma das coisas que minha gerente falou logo na primeira vez que nos falamos. Quando eu expliquei que acabava de chegar no país para trabalhar, e expliquei um pouco minha vida, ela logo disse: assim que você tiver uma reserva de emergência de uns 3 meses de salário será a hora de pensar em investir na casa própria.

Só que isso é uma insanidade sem tamanho!

Não que investimento imobiliário seja errado. Muito pelo contrário. Só que a casa própria não é um investimento.

Apesar de sim, estarmos num momento de baixa inflação e taxas de empréstimo historicamente baixas, fazer um investimento deste tipo nos moldes indicados pelo banco é um erro fatal.

Aqui, é muito comum se falar da casa própria como um ótimo investimento – mas isso é verdade para pouquíssimas pessoas. Para quem estiver interessado, tem um artigo bem longo do JLL Collins que fala sobre isso, e a Paula Pant do AffordAnything traz um comparativo de caso bem completo com cálculos sobre alugar x comprar.

O ponto principal é que este imóvel não gerará renda no futuro, então o francês médio está, por indicação de experts, pagando juros no lugar de recebê-los!

Abrir uma conta de “assurance-vie” por projeto

Essa dica me deixou maluco. Pedir para alguém abrir uma conta por projeto é pedir para assinar um atestado de má gestão financeira. Exceto em raros casos, em que se tem um objetivo de transmissão muito específico (como por exemplo deixar um contrato para uma pessoa e outro para outro beneficiário), ter mais de um contrato é acumular uma complexidade de gestão que as pessoas não precisam ter.

Um euro é um euro (desde que já seja um euro líquido após impostos!) onde quer que ele esteja, e ele vai fazer o trabalho dele no projeto quer esteja no banco A ou no banco B, ou na Assurance-Vie X ou Y ou Z. Vamos repetir para fixar:

Um euro = Um euro, não importa onde ele esteja! (desde que já seja um euro líquido após impostos!)

Abrir mais contratos só quer dizer mais taxas e mais chances de perder o controle em algum momento.

Não indicar algumas opções de contrato muito vantajosas (PEE, PERP)

O plano indicado pelos experts esquece completamente que na França existem, em muitas empresas, planos de aposentadoria e de “poupança” que tem apoio da empresa. Além de ter algumas vantagens fiscais e um custo mais baixo, esses planos têm muitas vezes uma cota até a qual a empresa vai aumentar seu investimento.

Por exemplo, para até 1000 euros investidos, a empresa coloca outros 400 na conta. Isso é dinheiro “de graça” que as pessoas muitas vezes estão perdendo.

Claro que tem uma série de regras para ter o acesso a esse dinheiro, mas nenhum outro investimento no mundo te dá até 300% de rendimento imediato (que é o máximo legal para este benefício).

Outro envelope de investimento do qual eles não falam é o PEA, que permite até 150 mil euros de investimentos em ações que ficam isentos de IR após 5 anos. Isso é um nicho fiscal muito poderoso e infelizmente menos usado pelos franceses que a Assurance-Vie.

Isso acontece por alguns fatores históricos, mas o resultado é que em geral quem sai ganhando são os bancos e não os poupadores.

Não falar de preparar a aposentadoria até os 45 anos

Isso é algo que no Brasil em geral é uma indicação clara dos gestores financeiros – comece a preparar a aposentadoria o mais cedo o possível. Essa dica é bastante poderosa pois, quanto mais cedo se começa, menos é necessário economizar para ter uma aposentadoria digna, graças aos maravilhosos juros compostos.

Perder a maior parte dos seus anos de composição de juros por estar comprando uma casa maior do que deveria é um erro fatal que acaba deixando muitas famílias francesas em uma situação inesperada no futuro, e aumentando demais a dependência aos fundos de pensão (e ao tesouro francês).

Qualquer calculadora online permite ver o quão alarmante é a diferença.

Por exemplo, com um rendimento de 5% ao ano , esta calculadora aqui mostra que para quem começa a acumular aos 20 para aposentar aos 60, uma soma de 100 euros por mês permite acumular um pouco mais de 150 mil euros.

Já para quem começa aos 45 anos (e tem apenas 15 anos para acumular capital), seriam necessários 570 euros por mês para o mesmo resultado!

Por isso, quando a minha gerente me explicou a teoria dos degraus dela, eu fiquei assustadíssimo e expliquei que é um objetivo primário no Brasil começar o quanto antes a separar para a aposentadoria, mesmo ao custo de uma qualidade de vida um pouco menor na juventude.

Para terminar, vou deixar como bônus aqui a regra dos degraus apresentada pelos Sidinelsons da França.

A teoria dos degraus diz:

“Você só deve passar ao próximo degrau quando tiver construído a base, para ter segurança nos seus passos”

L'amitié du méchant est plus dangereuse que sa haine..jpg

Pelas razões que dei acima, acho essa teoria um erro que leva as pessoas aos mesmos resultados que todo mundo tem – e que todo mundo passa a vida reclamando. Como eu li num livro, se você quer um resultado diferente, precisa de um plano diferente.

Se este post te ajudou, ou então se tem alguma outra pergunta que você quer ver respondida aqui no blog, não deixe de deixar um comentário ou mandar um oi no Twitter!

2 comentários em “Dinheiro de Francês – Como os franceses poupam?

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