Bullet Journal e Organização Pessoal

Fala galera!

Essa semana eu postei no stories do insta uma foto do meu #bulletjournal na preparação da minha reflexão mensal de Fevereiro, e me fizeram umas perguntas que eu achei bem legais então decidi compartilhar um pouco sobre isso aqui no blog.

Eu já queria falar sobre isso, mas agora é o momento ideal já que eu também acabei de ler o livro O Método Bullet Journal.

 

Já tem algum tempo que eu comecei, lá em 2016 quando estava para acabar a faculdade.

Desde então, o modo como eu uso mudou bastante, mas ele é até hoje um elemento bem importante para a minha organização pessoal.

O método em si é bastante sucinto, e o próprio criador deixa claro que o mais importante é ele ser útil, te ajudar a descobrir e focar em suas prioridades.

Eu não uso o BUJO como a única parte do meu sistema de organização. Eu tenho uma cabeça complicada demais para isso, e eu também prefiro ter a maior parte das coisas na nuvem.

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Antes de passar à minha organização pessoal propriamente dita e como eu uso o meu Bullet Journal, vou listar alguns dos pontos centrais que eu tirei do livro, os aprendizados chave que eu tirei enquanto lia.

Aqui vão 5 deles:

  1. Registro e prática regulares permitem transformar as grandes inspirações e insights em ação e resultado.

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2. Um registro mais telegráfico e sucinto obriga a estruturar e sintetizar a informação não só no papel, mas na nossa cabeça

3. Ter um índice permite ter uma visão rápida do conteúdo – e, por extensão, de como seu tempo e energia tem sido utilizados.

“Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que nem deveria ser feito” – Peter Drucker

4. Tomar tempo diariamente para observar o nosso estado mental e o nosso progresso nos obriga e entender melhor nossas motivações e propósito, e a encontrar pouco a pouco as coisas que reluzem em nossa vida

Cuide bem de suas prioridades. Use-as para impedir que as distrações se insinuem em sua vida.

5. Quando acreditamos obter respostas, é importante ter um registro e conferí-las, pois com frequência estamos errados. E isso não é triste, mas sim positivo e útil para nosso crescimento.

 

Agora sim podemos falar um pouco mais do que eu uso no meu dia-a-dia.

Quando comecei a me organizar de um modo mais estruturado, o ideal era ter apenas uma plataforma para organizar toda a minha vida, e desde o intercâmbio uso o Trello para a maior parte dela. Sempre que possível tento usá-lo como elemento central, mas aos poucos precisei adicionar algumas coisas a mais que tornaram tudo mais complicado.

Para a vida pessoal e para as atividades fora do trabalho, eu uso:

  • Trello para tarefas e informações em geral
  • Google Calendar para calendário (daí eu sincronizo os do trabalho e de casa no meu telefone profissional)
  • BUJO mais para reflexão e planejamento mensal / anual
  • YNAB para gerir minhas contas

No trabalho, a política de SI é bem fechada, então tem muita coisa que simplesmente não pode estar na nuvem. Como temos o Office como base de trabalho, eu acabo tendo que adicionar:

Óbvio que eu uso também o e-mail profissional, mas depois que eu li o livro Getting Things Done, comecei a transformar tudo o que estava lá em uma tarefa do OneNote no lugar de deixar minha caixa de entrada ser meu centro de tarefas. Ajuda muito a focar e a só fazer o que realmente são as minhas prioridades no lugar de me ocupar primeiro com as prioridades dos outros.

Então, tudo o que chega no e-mail ou é tratado imediatamente, ou deferido (essa é uma estratégia que aprendi com o método Inbox Zero), e se for profissional vira uma tarefa no OneNote, ou então vira uma tarefa no Trello.

Os franceses tem uma expressão que diz que “c’est une usine à gaz” (é uma usina a gás) quando tudo parece muito complicado e tem muitas partes para resolver algo que parece ser mais simples.

Acho que em inglês eles usam o inverso “this is not rocket science” (isso não é ciência de foguetes - ou ciência espacial acho que seria melhor em português)

 

No meu dia a dia, o BUJO é mais um espaço de reflexão do que de organização.

Tudo o que já está decidido ou em incubação fica no Trello, mas o BUJO ajuda a tirar idéias da cabeça sem ter que estar num computador. Ele também é o espaço onde eu vou percebar as diferentes conexões e juntar alguns pontos.

Eu busco evitar telas após as 22h30-23h, então ter esse espaço me ajuda a ficar menos neurótico se eu tiver alguma idéia, lembrar de algo ou precisar fazer uma anotação qualquer.

Eu até tenho alguns habit trackers, que hoje servem mais do que lembretes do que para realmente me fazer seguir os hábitos. O formato deles evoluiu bastante ao longo do tempo, conforme eu buscava inspiração para tentar achar algo que realmente me desse vontade de fazer isso.

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A comunidade bullet journal na internet é bastante ativa, então dá para ter muitas idéias. Quando eu comecei, ficava horas assistindo ao canal bohoberry, li muito o blog da tinyrayofsunshine e, claro, o próprio site do Ryder Carrol, criador do bullet journal. Fora tudo o que dá parar achar só colocando o nome do que você quer fazer no Google em inglês com a hashtag #bulletjournal. Tem um milhão de idéias!

Outro ponto bem chave que eu vi no livro e achei bem verdade do é :

Por você sempre estar copiando coisas a mão, somos obrigados a ser mais seletivo com o que vamos fazer ou não.

Se estamos com preguiça dos 30s, minuto que vai demorar para fazer no caderno, será que queremos mesmo acompanhar tal hábito ou então realizar tal tarefa?

É algo que eu já fazia por conta própria – eu tenho uma coluna de 166 itens no meu Trello pessoal com o título “Coisas a não fazer” – mas entender esse fato como parte do sistema foi bem esclarecedor.

Para quem gostou da idéia mas está com medo ou preguiça de começar, algumas reflexões finais:

  • Dá trabalho?
    • Comparado a nada, qualquer coisa é trabalho demais.

 

  • Mas é muito complicado!
    • O sistema mesmo tem tipo 4 regras e o resto é você que vai vendo se é útil ou não.

 

  • Precisa comprar cadernos e caneta caros?
    • Eu comecei com um caderno bem merda que ganhei num fórum de empresas da faculdade e uma caneta que também ganhei de graça. Meu primeiro caderno comprado para isso foi mais de um ano depois de estar usando.

Não precisa ser bonito, não precisa ser complicado, só precisa te ajudar a pensar. E, se você desistir ou não gostar, não existe a “polícia do bullet journal” que vai vir verificar se você está aplicando as regras ou te multar se você parar se decidir que não é para você.

 

E aí, vamos começar?

Se você ficou inspirado, se tiver alguma pergunta ou comentário, não deixe de dar um oi la no Insta ou no Twitter!

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