Musica em Francês – Vale por uma Clarice

Fala galera!

Para continuar falando de música, decidi falar dois artistas franceses que tem uma música um pouco diferente. Eles tem um estilo um tanto quanto absurdo, eu considero eles um pouco a versão francesa da Clarice Falcão.

Para quem não conhece a Clarice, deveria. Ela é uma das melhores pessoas do Twitter

O que eu mais gosto na música dela é justamente a carinha de fofa mas com músicas completamente mórbidas e com um texto que é muitas vezes irônico, sarcástico, absurdo ou as vezes apenas assustador mesmo.

 

Em francês, eles diriam que é “bizarre” ou “farfelu”… E ai, como eu gosto disso!

Maaas, vamos aos artistas da semana: Anaïs e Bénabar.

Eu pessoalmente indico como um meio de entender um pouco o que pode ser o humor francês, sendo que pessoalmente eu prefiro o humor desses artistas que o de muitos filmes que já tentaram me fazer assistir (se alguém te indicar “Les dîner des cons”, corra que é uma cilada!).

Para ouvir as músicas da banda enquanto lê o post, dê o play nessa lista do spotify!

 

Anaïs

A primeira artista é a Anaïs, que é super difícil de achar pelo Google se você não procurar com os termos certos (o nome dela é Anaïs Croze, acabei de descobrir na Wikipédia), porque ela não tem usa o sobrenome no nome artístico.

Ela começou num grupo chamado Opossum em 1999, sendo que o grupo terminou em 2003. A Anaïs não quis parar e voltou ao palco com músicas de representação de personagens, só ela e o violão na maior parte do tempo.

Cada personagem tem sempre alguma característica marcante e absurda. O absurdo não é só nas letras, como dá para ver bem em Elle sort qu’avec des Blacks e Christina ou ainda Le 1er amour. Por questões de não quero colocar letras com palavrão, vou traduzir uma mais leve.

Mon coeur mon Amour

“Coucou qu’est ce que tu fais mon coeur ?”

“La même chose qu’y a une demi-heure… ”

“J’ t’ai appelé y a cinq minutes mon ange mais ça répondait pas, alors je m’inquiétais

Alors j’ t’ai rappelé… pour la douzième fois de la journée…

En niquant tout mon forfait…

Mais qu’est ce que tu fais mon adoré ?

Em tradução livre por mim mesmo:

Oiiie, o que você está fazendo amor?

A mesma coisa que há meia hora…

É que eu liguei há 5 minutos amor, mas você não atendeu, então eu fiquei preocupada

Daí eu te liguei, pela 12ª vez hoje…

Meu crédito tá acabando…

O que você tá fazendo querido?

 

Os áudios live do spotify dela também valem super a pena, em termos de presença de palco ela é bem engraçada e não se importa de falar palavrão.

Os clipes também são bem “a coté de la plaque”, e o urso do Peut être une Angine é medonho de feio.

 

Peut être une Angine

Et j’erre comme un âne en peine

Je bois du rhum à perdre haleine

Je pars en fumée dès le matin de bonne heure

Je fais des ronds, des “ha”, des hauts le cœur

Je détale comme l’appendicite

Je me sens vidée comme une truite

Tu retournes mon estomac

C’est toi que j’ai

Au fond de moi…

Ou peut-être un alien

Em tradução livre por mim mesmo:

Eu fico por aí que nem uma tonta

Bebo rum até perder o ar

Desapareço logo cedo

Fico rodando em círculos, tenho epifanias e sustos

Eu explodo que nem uma apendicite

Eu me sinto vazia como uma truta

Você me dá borboletas no estômago

É você que está

No fundo do meu coração

Ou talvez un alien…

 

Bénabar

Já começa a piada no nome artístico, que é um verlin para Barnabé, e que nem é o nome dele que é na verdade Bruno. Ele também tem músicas que tem um som que parece super sério mas que estão falando sandices completas! A letra de La Berceuse por exemplo é sobre um pai que não aguenta mais seu filho chorando, com um som todo fofo de cantiga de ninar.

O estilo dele puxa quase crônicas do dia a dia, desenvolvendo em torno de um pequeno detalhe. Seja o caso do bebê, ou então alguém que se aposenta, ou até um grupo de amigos que se perde indo para uma festa.

Uma das minhas preferidas é Le diner, onde ele fala que não quer ir jantar na casa dos amigos e justifica para a esposa.

 

Em Maritie et Gilbert le Carpentier, ele descreve um show de tevê decadente, como se fosse a música de abertura.

 

Maritie et Gilbert le Carpentier

Quelques décors pour faire Broadway,

Un réverbère, un cabaret, un faux saloon c’est l’Amérique, et des trucages préhistoriques.

Ils s’appelaient presque tous Michel, Polnareff, Jonasz, Delpech, Michel Fugain, Michel Berger, et Michel le Forestier.

Em tradução livre por mim mesmo:

E um fundo para parecer a Broadway

Uma lampadário, um cabaré, um saloon fake e já estamos no velho oeste, com efeitos préhistóricos

E todos se chamavam João, José, Jonas, José-Maria, Maria-José e João da Silva

 

Eu não conheço tanto o trabalho dele, eu recebi uma lista de indicação de um grande amigo mas eu não fui atrás de outras músicas para ser bem sincero. Afinal a vida é assim, nem sempre dá para priorizar tudo né?

É isso aí gente, era um post rapidinho para apresentar esses dois artistas.

Eles não são lá tão marcantes quanto expoentes da música francesa, mas conhecer essas referências é bom para fazer piadas, além de surpreender os franceses! Eles acham a maior graça quando conhecemos.

Se você curtir algum desses artistas ou quiser indicar outros, dá um oi lá no Twitter!

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