5 modos em que a cultura é acessível na frança

Oi gente, tudo bem?

Hoje vamos falar de cultura! Um dos clichês mais comuns que ouvimos sobre a Europa é que a cultura é mais acessível, e isso é bem verdade. Eu pessoalmente aproveito bastante todas as oportunidades que eu tenho, e vivo com a programação cultural da cidade em cima da mesa de casa para olhar quais as saídas da semana.

Pro post dessa semana, eu separei uma lista dos 5 modos em que a cultura é realmente

acessível na França.

Vale deixar bem claro que várias coisas dessa lista nós temos também no Brasil, mas muitas vezes não conhecemos ou simplesmente não aproveitamos, perdendo muitas oportunidades de investir e valorizar a nossa cultura local.

 

  1. Arquitetura

O primeiro modo como a cultura é acessível é na arquitetura – não tem como fugir dela! Só de andar pela cidade você já está submerso em uma riqueza inestimável!

A maior parte das grandes cidades tem um patrimônio histórico muito bem conservado, e é bastante engraçado ver como a vida da população ainda se passa em torno desses mesmos lugares que já eram o centro desde a época medieval muitas vezes.

Uma das coisas mais legais de se notar é a mistura de arquiteturas de diversos períodos coexistindo. Os grandes casarões do século XVIII muitas vezes próximos a casas de estilo enxaimel que existem muitas vezes desde a baixa Idade Média são um espetáculo que algumas cidades têm para oferecer, gratuitamente.

Eu pessoalmente sou um maluco pelas histórias e peculiaridades da arquitetura, e já cheguei a me perder olhando para os entalhes nas casas de cidades que estava visitando!

Para enriquecer ainda mais a experiência durante as visitas, é sempre legal pesquisar um pouco antes, ou então tentar fazer um daqueles tours gratuitos, os guias muitas vezes conhecem esses detalhes e contam a história do desenvolvimento da cidade.

Além das casas e outras construções que podemos ver andando na rua, as igrejas e catedrais são outra riqueza da arte que é ou de graça ou muito barata de visitar. E nelas podemos ver os elementos característicos que tanto ouvimos em cursos de história da arte – quer rosácea? Vai ter! Quer arcos? Vai ter também! Pilares? Temos vários!

Uma das minhas preferidas é a de Estrasburgo, que por ter sido construída ao longo de vários séculos permite ver as diferenças de estilos ao longo do tempo.

https://www.instagram.com/explore/tags/cathedralestrasbourg/

  1. Museus

Apesar de serem muitas vezes pagos, os museus buscam se tornar acessíveis com preços especiais para jovens, dias gratuitos de visitação, passes que permitem visitar quantos você quiser num dado período (geralmente de 1 dia a 1 semana).

Dependendo do dia, muitos apostam nas animações para crianças e adolescentes, visitas guiadas e quase sempre dá pra pedir um áudio-guia, nem que seja em inglês.

Eu pessoalmente gosto de visitar com uma trilha sonora de filme ou música clássica da época do museu, para entrar no clima! Imagina só você visitar o Louvre ouvindo a trilha sonora de Amélie Poulain, como sua visita não pode ficar ainda melhor!

Uma dica toda especial é aproveitar o fim de semana dos Dias Europeus do Patrimônio, em que não só os museus são todos abertos para visitação de forma gratuita, mas diversas animações especiais são organizadas pelas cidades. Onde eu moro, em 2017 fizeram uma visita guiada por uma historiadora num museu que está fechado para reforma. Tinha que esperar numa fila e ficar sentadinho por 1h, mas a visita valeu cada segundo de espera!

Eu também aproveitei e visitei o teatro da cidade, que nem sempre é aberto, e dava pra ver até o palco e a coxia!

Então se você tiver flexibilidade nas suas datas, tente se organizar para aproveitar este fim de semana, ou então pelo menos o primeiro fim de semana do mês em que você vier – vários museus são gratuitos no primeiro domingo do mês!

Última dica de museus: na cidade de Grenoble, tem 10 museus gratuitos para visitar! Além de perto das montanhas eles valorizam o acesso da cultura. É uma destinação de viagem um pouco menos comum mas que vale a passagem com certeza!

  1. Concertos em bares e praças

Aqui é uma clássica que não aproveitamos ao máximo no Brasil. E eu confesso que também não aproveitava ao máximo. Por achar caro sair, ou por achar que tudo é longe eu já perdi várias oportunidades de curtir mais a cultura.

Durante meu intercâmbio, uma das coisas que eu aprendi com os franceses é que você super pode sair e curtir o show levando seu próprio pique-nique e, se for um lugar aberto, até mesmo sua própria bebida, o que deixa tudo muito barato!

Para aproveitar ao máximo os shows, festivais e outras atividades, o ideal é viajar no período do verão, quando quase toda grande cidade investe nisso para atrair turistas.

Para ter toda a programação, a parada obrigatória é o Ofício de Turismo da cidade em que você estiver. Fazer a primeira parada lá é um hábito dos franceses que vale muito a pena copiar, nem que seja só para pegar os folhetos e olhar o que tem para fazer na cidade. Muitas vezes descobrimos eventos de graça ou simplesmente lugares que não aparecem nas nossas buscas pela internet (blame it on google)

  1. Associações

Um dos pilares da sociedade francesa é o engajamento nas associações culturais e esportivas. Por serem geridas em geral por voluntários, elas propõem atividades bem baratinhas, além de ser uma ótima oportunidade para conhecer as pessoas da região.

Essa dica não vale muito para quem está só de passagem, mas procurar as associações da sua cidade e escolher uma ou duas é um modo bem gostoso de melhorar a sua integração se estiver morando aqui.

Para dar uma idéia do que seriam exemplos de associações, eu fiz uma listinha bem básica, mas se você for de Paris por exemplo existe um anuário onde você pode procurar por tema ou por nome. Vamos lá:

  • Esportes: de futebol e basquete a capoeira (sim!), artes marciais e até arco e flecha, sem esquecer os esportes aeronáuticos e náuticos, se tiver um rio ou mar próximo
  • Artes: dança, canto, teatro, coral, cerâmica, criação de bijuterias e por aí vai.
  • Voluntariado: desde o Restos du Coeur (equivalente do sopão no Brasil), voluntariado internacional, associações de proteção dos animais ou outras temáticas de desenvolvimento sustentável
  • E muitos outros como mágica, confrarias de cerveja e vinho, jogos de tabuleiro ou online, hipnose…

Dá para entender que leque de opções é gigantesco! Basta imaginar algo e dar um google para encontrar sua tribo.

Em geral entre abril e setembro acontecem ‘salões associativos’, onde todas (ou quase) associações da cidade se apresentam e fazem inscrições.

Muitas dessas associações tem uma inscrição que é realmente um valor módico, dependendo do material necessário para a atividade e da necessidade de pessoal. Afinal comprar jogos de tabuleiro ou quadrinhos não tem o mesmo custo que manter um barco ou um espaço num aeroporto

  1. Livros

O último jeito que eu separei é a literatura. Super valorizada pelos franceses, e dependendo do tipo de literatura, realmente bem barata. É possível comprar livros num sebo por menos de 1 euro, e as bibliotecas municipais (muitas vezes chamadas Médiathèques) tem sempre uma gama inimaginável de livros.

Mas mesmo numa livraria é possível comprar não muito caro um lançamento, e as versões de bolso são uma opção pra quem não faz questão de livro capa dura ou então que faz questão de ler em papel mas não quer pagar o preço do livro bonitão capa dura.

Dica bônus

Pra você que adora livros mas não tem mais espaço na mala para trazer de volta, existe um pulo do gato que pouca gente conhece e que vai te fazer economizar rios de dinheiro.

A empresa francesa de correios, La Poste, tem uma oferta de envio de livros e outros materiais culturais a um preço módico. O objetivo é favorecer a disseminação da cultura francesa pelo mundo, e olha, se isso não incentivar eu não sei o que vai. Para dar uma idéia da ordem de grandeza, em 2017 o envio de 5 kg de livros custa apenas 14,17 euros, quase nada perto do preço daquela mala extra que você ia ter que pagar no aeroporto.

Tem algumas regras que tem que seguir, como embalar e escrever ‘LIVROS’, além de ter que colocar o endereço do remetente num formato específico, mas super vale a pena!

Espero que essas lista tenha animado você não só a preparar a sua viagem para a europa pensando em tirar o máximo proveito da cultura, mas também a valorizar mais a cultura no Brasil. Quando foi a última vez que você foi num museu da sua cidade? Se você for como eu fará entre 5 e 6 meses no máximo, mas eu acho que a maioria vai passar longe disso.

Para encerrar o post dessa semana fica o convite: curta a cultura da sua cidade ao máximo, assim você também se acostuma a encontrar as melhores oportunidades quando estiver viajando.

Boa semana pessoal!

 

 

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